Aprendizagem Experiencial: como envolver e fixar melhor os conceitos em sala de aula



Quando comecei a dar aula — há um tempinho atrás, na ESPM — sempre me cobrava muito em ser um professor que conseguisse conquistar o interesse dos alunos, sabe?

E posso dizer que esse não é um desafio nada fácil.


Ainda mais com celulares vibrando e pipocando conteúdos muitas vezes mais interessantes do que qualquer aula.


E eu nunca quis ser daquele tipo de professor que precisa impor e exigir a atenção dos alunos em sala de aula. Nunca pensei em obrigar que eles desligassem os celulares ou algo do tipo. Eu sou da geração que cresceu vendo o John Keating dando aula (é o professor interpretado pelo Robin Williams em Sociedade dos Poetas Mortos) :)


O que eu queria era conquistar a atenção deles.

Guardadas as proporções, é como a nossa luta diária como gestores de marcas, não é mesmo? Atrair a atenção em vez de apenas cercar e impor a atenção.


Voltando pra sala de aula, depois da ESPM veio a Miami Ad School e, mais recentemente, surge o IED Rio. São escolas com os ambientes mais soltos, leves, extrovertidos e envolventes.


Mas o desafio de ser mais envolvente sempre estava ali, não permitindo que eu me acomodasse. Era algo que sempre me deixava intrigado, inquieto. E que me fazia sempre querer preparar aulas melhores. A cada nova aula.


Quem já teve aula comigo sabe que sempre busco uma narrativa atraente, exemplos dos mais diversos campos e referências, que consigam deixar a aula mais rica, vídeos, trechos de filmes e palestras, cases, energia na fala, enfim, diversos recursos e artimanhas que laçamos mão em sala de aula neste momento.


Mas eu sinto, de verdade, que eu subi alguns patamares quando passei a implementar o experiential learning em sala de aula.



Ainda estou aprendendo muito sobre essa teoria mas já posso dizer, sem medo de errar, que sou apaixonado por ela. É algo, inclusive, super importante dominar não somente para salas de aula mas também para gestão de equipes.


É muito curioso lembrar que nas primeiras vezes em que eu busquei implementar algum tipo de sessão de engajamento nas aulas, eu ficava meio constrangido com os olhares iniciais meio críticos de um aluno ou outro, sabe? Sempre tem alguém que revira os olhinhos no primeiro momento em que você fala que vai rolar uma dinâmica.


Mas eu fui percebendo que depois da dinâmica, esses mesmos alunos que tinham revirado os olhos estavam super energizados, tirando fotos dos resultados das sessões, animados. Então passei a perder o constrangimento e acreditar naquilo cada vez mais. E simplesmente tem sido mágico desde então.


Eu mesmo, como aluno, sempre fui daqueles que não curtia muito dinâmicas. Só depois eu descobri que era porque a maioria das dinâmicas eram meio constrangedoras ou pareciam não ser muito producentes e sim despropositadas. Esse é um risco do experiential learning: implementar dinâmicas e outras vivências em sala só pra cumprir tabela, dizer que tem, sabe? Mas que não contribuem pra realmente ajudar a fixar conceitos e contribuir com a aprendizagem.


Por isso, eu nem gosto desse nome, "dinâmicas". Eu prefiro usar "sessão de engajamento". Até porque busco, de verdade, sempre implementar opções que sejam de fato engajadoras mas que também atuem fortemente na fixação dos conceitos. E nada que seja constrangedor ou que os alunos percebam como inútil ou desnecessário.



Se você quiser que eu fale um pouco mais sobre aprendizgem experiencial por aqui, comenta nesse artigo que eu super topo escrever mais artigos sobre. Tenho muito conteúdo e no próximo posso explicar passo-a-passo de do ciclo do experiential learning.


Ah, as imagens que usei aqui no texto são dos bastidores da montagem de um novo curso na Miami Ad School, o Strategy Camp #02.


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